domingo, 11 de setembro de 2011

Nasa lança sondas gêmeas para estudar a Lua

Missão GRAIL foi lançada neste sábado para analisar a gravidade do satélite natural da Terra e compreender sua estrutura interna




Sondas foram lançadas à Lua, neste sábado, em viagem que durará de 3 a 4 meses Quatro décadas após levar o homem à Lua, a Nasa está retornando ao satélite natural da Terra, desta vez com um conjunto de sondas robôs gêmeas que vão medir a gravidade lunar enquanto perseguem um ao outro em círculos. Os dois robôs, chamados de Grail- A e Grail-B (acrônimo em inglês para Laboratório de Recuperação de Gravidade e Interior) foram lançados neste sábado, às 10h08, em um foguete não tripulado. O lançamento estava agendado para a quinta-feira (8), mas foi cancelado por conta do mau tempo na região do Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos.

Ao criar o mapa mais preciso da gravidade da Lua já feito, os cientistas esperam descobrir o que está abaixo da superfície lunar, até o núcleo do corpo celeste. As sondas também vão ajudar a estabelecer os melhor locais de pouso para futuras missões de exploração, tripuladas ou não.


Apesar do lançamento conjunto, as duas sondas, do tamanho de máquinas de lavar roupa, se separarão uma hora após o início do voo e viajarão à Lua de forma independente. Será uma longa viagem de ida e volta, de três a quatro meses – por causa do pequeno foguete Delta II usado para impulsionar as sondas. Os astronautas do programa Apollo usaram, para fins de comparação, o poderoso Saturn V, que fazia a distância de 386000 quilômetros até a Lua em meros três dias.

Os “gêmeos Grail” viajarão mais de 3,2 milhões de quilômetros para chegar à Lua nesta jornada mais lenta, mas bem mais econômica. O custo total da missão é de 496 milhões de dólares.

 
 















Ilustração mostra como as sondas gêmeas Grail vão analisar a gravidade lunar 


Lua, esta desconhecida 

O apelo da Lua é universal. Desde o início das viagens espaciais, em 1957, 109 missões foram à Lua, 12 homens andaram por sua superfície e 381 quilos de rohas e solo foram trazidos à Terra e ainda estão sendo estudados. Atualmente, três espaçonaves estão orbitando o satélite e fazendo estudos científicos, mas o plano de trazer mais astronautas de volta foi cancelado em favor de viagens a asteroides e a Marte.

Apesar disso, os cientistas ainda não têm um conhecimento completo da Lua. Sua formação ainda não é completamente compreendida -- esse é um dos objetivos da Grail -- e seu lado mais distante também é misterioso. "Seria de imaginar que após tantas missões, saberíamos pelo menos a diferença entre os dois lados da Lua, mas a verdade é que não sabemos," diz Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e principal cientista do projeto.

Pesquisas recentes sugerem que pode ter havido um segundo satélite, menor, que se colidiu com a atual Lua, produzindo uma região montanhosa. A missão Grail pode ajudar a confirmar esta teoria.

A Grail-A chegará à Lua na véspera de Natal, e a Grail-B em primeiro de janeiro de 2012. Ambas as sondas entrarão em órbita perto dos polos lunares e irão circular a meros 55 quilômetros da superfície. Por três meses, as sondas se perseguirão uma a outra em volta da Lua, voando em formação bem marcada. A distância entre elas será de 64 a 225 quilômetros.

Sinais de rádio fornecerão sua localização exata, mesmo quando estiverem do outro lado da Lua. Será possível medir, através das variações das órbitas das sondas, os diferentes acidentes geográficos lunares, acima ou abaixo da superfície, como montanhas, reservatórios de lava e crateras. "Podemos medir as diferenças de velocidade entre as duas Grails até um décimo de mícron por segundo. É uma medição extremamente precisa," diz Maria. Para efeito de comparação, um décimo de mícron é o tamanho de um glóbulo vermelho do sangue humano.

O campo gravitacional lunar é o mais irregular do sistema solar, de acordo com a Nasa. A gravidade da Lua tem cerca de um sexto da terrestre.

Quando sua missão acabar, no fim do primeiro semestre de 2012, as sondas estarão a 16 quilômetros da superfície lunar e deverão cair na Lua. Além dos instrumentos científicos, as naves estão levando uma câmera de vídeo digital, que transmitirá imagens a escolas do mundo todo. Esta é o segundo lançamento de sondas espaciais da Nasa desde o fim do programa do ônibus espacial em julho. A sonda Juno foi enviada a Júpiter em 5 de agosto passado.

(Com informações da AP e da Reuters)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Três objetos gigantescos voando em direção à Terra

Craig Kasnov, um astrofísico do SETI,  anunciou que 3 gigantescos objetos estão se aproximando da Terra rapidamente.  O comprimento destes OVNIs é de dezenas de quilômetros.  De acordo com cálculos de cientistas, eles deverão chegar à Terra em meados de dezembro de 2012, data esta que coincide com o final do calendário Maia.
Confira esta informação, acessando o site http://www.sky-map.org/, e colando as coordenadas abaixo de cada foto lá (uma por vez):



 
16 19 35 -88 43 10
 
19 25 12 -89 46 03
 
02 26 39 -89 43 13

Os participantes do projeto asseguraram que isto é absolutamente real e que a NASA está tentando esconder esta informação.
Nenhum destes objetos podem ser vistos do hemisfério norte.  A segunda parte de cada coordenada indica que os objetos estão vindo do espaço no hemisfério sul.
Kasnov diz: “De qualquer forma, a única coisa que podemos fazer é esperar por eles. Logo os objetos celestiais serão visíveis aos que usarem um bom telescópio”.

"Este blog não pode assegurar que estas informações sejam reais e neste momento não temos maiores detalhes a respeito desta notícia.  Contudo, ficaremos atentos para qualquer novidade."

Fonte: www.theexaminer.com

sábado, 3 de setembro de 2011

Futuro do Universo pode estar influenciando o presente



Futuro do Universo pode estar influenciando o presente


















Quando se pensa o Universo a partir das leis da mecânica quântica começam a fazer sentido algumas ideias aparentemente inconcebíveis.[Imagem: Anne Goodsell/Tommi Hakala]

Influências do futuro sobre o passado
Uma reformulação radical da mecânica quântica sugere que o Universo tem um destino definido, e que esse destino já traçado volta no tempo para influenciar o passado, ou o presente.
É uma afirmação alucinante, mas alguns cosmólogos já acreditam que uma reformulação radical da mecânica quântica, na qual o futuro pode afetar o passado, poderia resolver alguns dos maiores mistérios do universo, incluindo a forma como a vida surgiu.
E, além da origem da vida, poderia ainda explicar a fonte da energia escura e resolver outros enigmas cósmicos.
O que é mais impressionante é que os pesquisadores afirmam que recentes experimentos de laboratório confirmam de forma dramática os conceitos que servem de base para esta reformulação.

Futuro do Universo pode estar influenciando o presente

Ordem oculta na incerteza
O cosmólogo Paul Davies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, está iniciando um projeto para investigar que influência o futuro pode estar tendo no presente, com a ajuda do Instituto FQXi, uma entidade sem fins lucrativos cuja proposta é discutir as questões fundamentais da física e do Universo.
É um projeto que vem sendo acalentado há mais de 30 anos, desde que Davies ouviu falar pela primeira vez das tentativas do físico Yakir Aharonov para chegar à raiz de alguns dos paradoxos da mecânica quântica.
Um desses paradoxos é o aparente indeterminismo da teoria: você não pode prever com precisão o resultado de experimentos com uma partícula quântica; execute exatamente o mesmo experimento em duas partículas idênticas e você vai obter dois resultados diferentes.
Enquanto a maioria dos físicos que se confrontaram com esse problema concluíram que a realidade é, fundamentalmente, profundamente aleatória, Aharonov argumenta que há uma ordem oculta dentro da incerteza. Mas, para entender sua origem, é necessário um salto de imaginação que nos leva além da nossa visão tradicional de tempo e causalidade.
Em sua reinterpretação radical da mecânica quântica, Aharonov argumenta que duas partículas aparentemente idênticas comportam-se de maneiras diferentes sob as mesmas condições porque elas são fundamentalmente diferentes. Nós apenas não detectamos esta diferença no presente porque ela só pode ser revelada por experiências realizadas no futuro.
"É uma ideia muito, muito profunda", diz Davies.


Futuro do Universo pode estar influenciando o presente




Consequências presentes do futuro
A abordagem de Aharonov sobre a mecânica quântica pode explicar todos os resultados normais que as interpretações convencionais também conseguem, mas tem a vantagem adicional de explicar também o aparente indeterminismo da natureza.
Além do mais, uma teoria na qual o futuro pode influenciar o passado pode ter repercussões enormes e muito necessárias para a nossa compreensão do universo, diz Davies.
Os cosmólogos que estudam as condições do início do universo ficam intrigados sobre o porquê do cosmos parecer tão idealmente talhado para a vida.
Mas há também outros mistérios: Por que é que a expansão do universo está se acelerando? Qual é a origem dos campos magnéticos visto nas galáxias? E por que alguns raios cósmicos parecem ter energias impossivelmente altas?
Estas questões não podem ser respondidas apenas olhando para as condições passadas do universo.
Mas talvez, pondera Davies, se o cosmos já tem definidas algumas condições finais nele próprio - um destino -, então isto, combinado com a influência das condições iniciais estabelecidas no início do universo, pode perfeitamente explicar estes enigmas cósmicos.
Futuro do Universo pode estar influenciando o presente
Aharonov já teve ideias menos extravagantes, como a aplicação da nanotecnologia à água. [Imagem: Katsir et al.]

Testando a flecha do tempo
É uma ideia muito boa - embora extremamente estranha.
Mas haveria alguma maneira de verificar a sua viabilidade? Dado que ela invoca um futuro ao qual ainda não temos acesso como causa parcial do presente, isto parece ser uma tarefa impossível.
No entanto, testes de laboratório engenhosamente inventados recentemente colocaram o futuro em teste e descobriram que ele poderia realmente estar afetando o passado.
Aharonov e seus colegas previram há muito tempo que, para certos experimentos quânticos muito específicos, realizados em três etapas sucessivas, o modo como a terceira e última etapa é realizada pode mudar dramaticamente as propriedades medidas durante o passo intermediário. Assim, ações realizadas no futuro (na terceira etapa), seriam vistas afetando os resultados das medições efetuadas no passado (na segunda etapa).
Em particular, nos últimos dois anos, equipes experimentalistas realizaram repetidamente experiências com lasers que mostram que, ajustando o passo final do experimento, é possível introduzir amplificações dramáticas no montante pelo qual o feixe de laser é desviado durante as etapas intermediárias do experimento. Em alguns casos, a deflexão observada durante a etapa intermediária pode ser amplificada por um fator de 10.000, dependendo das escolhas feitas na etapa final.
Estes resultados estranhos podem ser explicados de forma simples pelo quadro traçado por Aharonov: a amplificação intermediária é o resultado da combinação de ações realizadas tanto no passado (na primeira etapa) quanto no futuro (na etapa final).
É muito mais complicado explicar esses resultados usando interpretações tradicionais da mecânica quântica, afirma Andrew Jordan, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, que ajudou a conceber um dos experimentos com laser.
A situação pode ser comparada à forma como o modelo heliocêntrico do Sistema Solar, de Copérnico, e o modelo geocêntrico de Ptolomeu, ambos fornecem interpretações válidas dos mesmos dados planetários, mas o modelo heliocêntrico é muito mais simples e mais elegante.
Futuro do Universo pode estar influenciando o presente
Uma das ideias "selvagens" mais recentes de Davies foi a de uma viagem sem volta a Marte. [Imagem: NASA/JPL]

Consequências cósmicas
Embora os experimentos com laser estejam dando boas notícias para a equipe, Davies, Aharonov, Tollaksen e seu colega Menas Kefatos, da Universidade Chapman, na Califórnia, estão agora à procura de consequências cósmicas observáveis de informações do futuro influenciando o passado.
Um bom lugar para procurar é a radiação cósmica de fundo (CMB), o "brilho" remanescente do Big Bang. A CMB tem ondulações fracas de calor e frio e, trinta anos atrás, Davies desenvolveu um modelo com seu então aluno Tim Bunch que descreve essas ondas no nível quântico.
Davies e Tollaksen estão agora revisando este modelo no novo arcabouço quântico.
Físicos têm ideias já bem desenvolvidas sobre como era o estado inicial do universo e como pode acabar sendo seu estado final - muito provavelmente um vácuo, o resultado inevitável da contínua expansão.
A equipe está colocando estas ideias junto com seu novo modelo para ver se ele consegue prever assinaturas características da influência do futuro na CMB que possam ser captadas pelo telescópio espacial Planck.
"A cosmologia é um caso ideal para esta abordagem," afirma Bill Unruh, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. "Desde que Aharonov encontrou esses resultados tão estranhos em algumas situações, vale a pena olhar para a cosmologia."
Davies ainda não sabe se essas ideias vão produzir resultados. Mas se o fizerem, seria revolucionário.
"A coisa mais notável sobre Paul," avalia Michael Berry, da Universidade de Bristol, "é que ele tem ideias muito selvagens combinadas com extremo cuidado e sobriedade."
Este pode ser exatamente o caráter necessário para fazer um grande avanço. Pode até ser o destino de Davies, uma mescla de seu futuro e de seu passado.